quarta-feira, 5 de junho de 2013

Capítulo I - Only Sex (2/3)

─ Desculpe nem me apresentei né. Sou Guilherme Dawson. E nome da beldade? – sorriu.
─ Giovanna. – falei seco, não estava com paciência para pervertidos.
─ Então vai para Sootcity fazer o que por lá? – começou a comer.
Eu que estava me sentindo incomodada, nem toquei na comida que já estava esfriando.
Vou cuidar da minha tia. – Dei uma garfada em minha refeição.
─ Menina prendada, heim! – Balançou a cabeça positivamente.
─ Pois é. – Revirei os olhos. Neste momento ficamos em silêncio “graças a Deus” pensei.
Terminei de almoçar e fui em direção ao caixa pagar o que havia consumido.
Assim que sai fui ao banheiro, aquele cara me seguiu. Olhei discretamente, e estranhando.
Não é possível que esse cara vá entrar comigo no banheiro.” pensei.
Ainda bem que ele não entrou. O banheiro era do estilo retrô chique, bem fofo, na cor bege e amarelo claro, os espelhos eram redondo um do lado do outro. Fiz minhas higienes, e fui para o ônibus.
Meu celular tocou.
Alô! – falei entrando no ônibus.
Filha, tá tudo bem? – a voz doce de minha mãe. Sempre preocupada.
Estou sim mãe, não se preocupa. – Sentei na minha poltrona
E já parou pra almoçar? – indagou.
Claro né, mãe passou de meio dia já. Agora tchau o ônibus já vai sair, e vou perder o sinal do celular, tá beijos te amo mãe. – Logo após ela falar que me amava, o individuo tarado sentou ao meu lado e começou o falatório.
─ Mamãe ligou é? – sentou-se.
Sorri. “Babaca” pensei.
─ Pois é. Ela se preocupa comigo. – ironizei.
O cara, o tal de Guilherme começou a se gabar coisas do tipo que ele era atleta, mas vinha de uma família simples talvez como a minha. E estava indo para Soot para estudar.
─ Então eu sou um atleta e tanto, jogo todos os tipos de esportes com bolas. – riu. – calma é bola tipo essa. – Levantou-se e pegou uma bola sua bolsa. Até parece que ia pensar malicia. Mas sorri.
─ Essa aqui é de futebol americano. – A bola era achatada e tinha um tom vinho com alguns riscos brancos. Balancei a cabeça positivamente para que ele entendesse que eu gostei da bola de futebol americano.
Virei-me um pouco de lado a fim de dormir, e o papagaio fechava a matraca? Não.
─ Sempre namorei as mais bonitas da escola, claro, sou bem descolado. Elas sempre me comparavam ao Brad Pitt. Apesar de não ser meio loiro e nem ter olhos azuis. Mas já tive lente, mas eu tive olhos azuis. – se vangloriando.
Neste momento ele falando e nada não fazia a menor diferença, cochilei um pouco. Acho que ele percebeu e se calou, pois só ouvia o barulho do motor. Acordei com o motorista anunciando a parada da janta. Meu celular vibrou novamente... Olhei para o lado e Guilherme já tinha ido para o restaurante.
Mamãe? – indaguei atendendo o insistente celular.
Filha, como está viagem, meu bem? – minha mãe sempre foi assim atenciosa, carinhosa, preocupada e dedicada a dá uma educação ótima para nós mesmo tendo pouco dinheiro. Sorri.
Está tudo bem, mamãe, vou desligar, pois estamos na hora da janta. – Expliquei descendo do ônibus.
Ah! Sim, come direitinho viu. – deu risada. ─ Tchau, beijos.
Beijos. – guardei o celular dentro do bolso.
Foi quando percebi que havia esquecido se de pegar meu dinheiro. Retornei ao ônibus que estava vazio. Andei até a minha poltrona.
─ Cadê você? – Estava numa posição meio desconcertante, inclinada para frente caçando a carteira dentro de minha bolsa. ─ Cadê? Ah! Você está ai! – Exclamei pegando ela. ─ Vamos ver, acho que 50 reais dão. – guardei anota no bolso e a bolsa colocou no compartimento. Na hora que eu em virei. Guilherme estava sentado no braço de uma poltrona. Sorrindo balancei a cabeça negativamente. E tentei passar por ele.
Nos olhos deles tinha uma chama de desejo acendido. Em seus lábios depositara um sorrisinho barato e metido. E num pulo me agarrou pela a cintura, me envolvendo em seus braços.
─ Me largue seu estúpido! – Gritei debatendo meus punhos em seu peitoral.
─ Nada disso, eu me interessei por você, agora você vai ser minha pequena Giovanna! – Me tacou no chão. ─ Você dormindo ali do me lado me deixou excitado.
Veloz e voraz venho tentar arrancar as minhas roupas eu puxando de um lado ele do outro.
─ Sai de cima de mim, seu tarado! – tentei me desvencilhar de seus fortes braços. ─ Socorro! Socorro! Um tarado! – comecei a gritar, um estalado no rosto eu senti.
─ Cala boca, vadia! – Aproximou seu rosto perto de mim e lambeu meus lábios. Eu cuspi na cara dele, o mesmo me deu dessa vez um soco.
─ Socorro! Alguém me ajude! – Gritei mais uma vez.
Rezei a Deus para que uma alma entrasse ali agora, e como meu Deus é bom o motorista do ônibus chegou bem na hora. Puxou o cara pelo o pescoço, dando-lhe uma gravata. Consegui me arrastar a algo que eu consideraria uma área segura.
─ Rapaz, você está muito encrencado. Vamos para delegacia agora! Vem mocinha, vamos fazer o B.O. – Segurou o dito cujo firme e conduzindo para fora do ônibus.
─ Me larga, seu filho da puta! Me larga porra! – Tentou se soltar.
Eu só ia seguindo o motorista e Guilherme para um dos guardas que estavam no restaurante.

─ Senhor Policial, prende esse rapaz, ele estava tentando estrupa essa garota. ─ Apresentou o rapaz.
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