─ Desculpe nem me apresentei
né. Sou Guilherme Dawson. E nome da beldade? – sorriu.
─ Giovanna. – falei seco, não
estava com paciência para pervertidos.
─ Então vai para Sootcity
fazer o que por lá? – começou a comer.
Eu que estava me sentindo
incomodada, nem toquei na comida que já estava esfriando.
─ Vou cuidar da minha tia. – Dei uma garfada em minha refeição.
─ Menina prendada, heim! –
Balançou a cabeça positivamente.
─ Pois é. – Revirei os olhos.
Neste momento ficamos em silêncio “graças
a Deus” pensei.
Terminei de almoçar e fui em
direção ao caixa pagar o que havia consumido.
Assim que sai fui ao banheiro,
aquele cara me seguiu. Olhei discretamente, e estranhando.
“Não é possível que esse cara vá entrar comigo no banheiro.” pensei.
Ainda bem que ele não entrou.
O banheiro era do estilo retrô chique, bem fofo, na cor bege e amarelo claro,
os espelhos eram redondo um do lado do outro. Fiz minhas higienes, e fui para o
ônibus.
Meu celular tocou.
─ Alô! – falei entrando no ônibus.
─ Filha, tá tudo bem? – a voz doce de minha mãe. Sempre preocupada.
─ Estou sim mãe, não se preocupa. – Sentei na minha poltrona
─ E já parou pra almoçar? – indagou.
─ Claro né, mãe passou de meio dia já. Agora tchau o ônibus já vai sair,
e vou perder o sinal do celular, tá beijos te amo mãe. – Logo após ela
falar que me amava, o individuo tarado sentou ao meu lado e começou o
falatório.
─ Mamãe ligou é? – sentou-se.
Sorri. “Babaca” pensei.
─ Pois é. Ela se preocupa
comigo. – ironizei.
O cara, o tal de Guilherme
começou a se gabar coisas do tipo que ele era atleta, mas vinha de uma família
simples talvez como a minha. E estava indo para Soot para estudar.
─ Então eu sou um atleta e
tanto, jogo todos os tipos de esportes com bolas. – riu. – calma é bola tipo
essa. – Levantou-se e pegou uma bola sua bolsa. Até parece que ia pensar
malicia. Mas sorri.
─ Essa aqui é de futebol
americano. – A bola era achatada e tinha um tom vinho com alguns riscos
brancos. Balancei a cabeça positivamente para que ele entendesse que eu gostei
da bola de futebol americano.
Virei-me um pouco de lado a
fim de dormir, e o papagaio fechava a matraca? Não.
─ Sempre namorei as mais
bonitas da escola, claro, sou bem descolado. Elas sempre me comparavam ao Brad
Pitt. Apesar de não ser meio loiro e nem ter olhos azuis. Mas já tive lente,
mas eu tive olhos azuis. – se vangloriando.
Neste momento ele falando e
nada não fazia a menor diferença, cochilei um pouco. Acho que ele percebeu e se
calou, pois só ouvia o barulho do motor. Acordei com o motorista anunciando a
parada da janta. Meu celular vibrou novamente... Olhei para o lado e Guilherme
já tinha ido para o restaurante.
─ Mamãe? – indaguei atendendo o insistente celular.
─ Filha, como está viagem, meu bem? – minha mãe sempre foi assim
atenciosa, carinhosa, preocupada e dedicada a dá uma educação ótima para nós
mesmo tendo pouco dinheiro. Sorri.
─ Está tudo bem, mamãe, vou desligar, pois estamos na hora da janta. –
Expliquei descendo do ônibus.
─ Ah! Sim, come direitinho viu. – deu risada. ─ Tchau, beijos.
─ Beijos. – guardei o celular dentro do bolso.
Foi quando percebi que havia
esquecido se de pegar meu dinheiro. Retornei ao ônibus que estava vazio. Andei
até a minha poltrona.
─ Cadê você? – Estava numa
posição meio desconcertante, inclinada para frente caçando a carteira dentro de
minha bolsa. ─ Cadê? Ah! Você está ai! – Exclamei pegando ela. ─ Vamos ver,
acho que 50 reais dão. – guardei anota no bolso e a bolsa colocou no
compartimento. Na hora que eu em virei. Guilherme estava sentado no braço de
uma poltrona. Sorrindo balancei a cabeça negativamente. E tentei passar por
ele.
Nos olhos deles tinha uma
chama de desejo acendido. Em seus lábios depositara um sorrisinho barato e
metido. E num pulo me agarrou pela a cintura, me envolvendo em seus braços.
─ Me largue seu estúpido! –
Gritei debatendo meus punhos em seu peitoral.
─ Nada disso, eu me interessei
por você, agora você vai ser minha pequena Giovanna! – Me tacou no chão. ─ Você
dormindo ali do me lado me deixou excitado.
Veloz e voraz venho tentar
arrancar as minhas roupas eu puxando de um lado ele do outro.
─ Sai de cima de mim, seu
tarado! – tentei me desvencilhar de seus fortes braços. ─ Socorro! Socorro! Um
tarado! – comecei a gritar, um estalado no rosto eu senti.
─ Cala boca, vadia! –
Aproximou seu rosto perto de mim e lambeu meus lábios. Eu cuspi na cara dele, o
mesmo me deu dessa vez um soco.
─ Socorro! Alguém me ajude! –
Gritei mais uma vez.
Rezei a Deus para que uma alma
entrasse ali agora, e como meu Deus é bom o motorista do ônibus chegou bem na
hora. Puxou o cara pelo o pescoço, dando-lhe uma gravata. Consegui me arrastar
a algo que eu consideraria uma área segura.
─ Rapaz, você está muito
encrencado. Vamos para delegacia agora! Vem mocinha, vamos fazer o B.O. –
Segurou o dito cujo firme e conduzindo para fora do ônibus.
─ Me larga, seu filho da puta!
Me larga porra! – Tentou se soltar.
Eu só ia seguindo o motorista
e Guilherme para um dos guardas que estavam no restaurante.
─ Senhor Policial, prende esse
rapaz, ele estava tentando estrupa essa garota. ─ Apresentou o rapaz.
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