─ Ele tentou mesmo moça? –
Perguntou o policial mais moreno e alto.
Um tanto transtornada, fiz que
sim com a cabeça, algumas lágrimas escorreram em meu rosto.
─ Vamos para delegacia, tá com
seus documentos em mãos? – Indagou outro Policial que era um gordinho, mas alto
também.
Apontei
para o ônibus.
─ Está no ônibus é isso? –
Aproximou-se de mim.
Novamente fiz que sim com a
cabeça.
─ Okay vamos te acompanho até
lá para você pegar suas coisas. – E me acompanhou até o transporte, esperou eu
subir para eu pegar minha bolsa e minha malinha. E depois peguei minha mala
roxa no bagageiro.
─ Vamos, estamos em duas
viaturas ele vai a uma você em outra. Para ele não tentar te tocar novamente,
viajaremos até a Soot, pois só lá que tem uma delegacia da Mulher. – O Policial
moreno explicou-me como iria ocorrer, o encaminhamento até a delegacia.
Ao longo do caminho, lágrimas
continuavam a rolar em minha face. Nunca pensei que um dia iria ser estuprada
ou quase isso. Mas do mesmo jeito é uma experiência que não desejaria para
ninguém, nem mesmo para minha pior inimiga, que eu não tenho é claro.
Começou uma chuva forte
enquanto estávamos na estrada para Soot. O silêncio pairava entre eu e o
policial moreno.
─ Sou o Tenente Rodrigues. -
Falou olhando pelo o retrovisor. ─ E não se preocupe iremos colocar esse
cafajeste na cadeia.
─ Sou Giovanna. – Limpei a
garganta e o rosto. ─ Okay. – Voltei a olhar a janela com seus pingos de chuva.
Olhei em meu celular, fora de área, quase 21h.
─ Já estamos chegando a Soot.
– Retornou a me olhar pelo o retrovisor.
Balancei a cabeça. Ele fez à
rotatória e entramos na cidade. A chuva já tinha cessado. Engoli seco quando
paramos em frente á delegacia, respirei fundo, enquanto o policial Rodrigues
abria a porta pra mim.
─ Vamos, falar com a delegada
Silmara. – direcionou-me para a sala dela assim que entramos na delegacia.
A porta estava entreaberta,
então bati na mesma.
─ Pode Entrar. – falou uma voz
doce, mais ao mesmo tempo autoritária.
─ Licença. – Entrei.
─ Pode se sentar menina.
Sentei e um pouco ressentida
abaixou a cabeça.
─ Levante esse rosto, e fale o
que aconteceu, conte o porquê está aqui. – pegou sua caneta e começou abater em
cima da mesa de madeira.
─ Bom – levantei a cabeça. ─,
Eu fui quase estuprada, e agredida pelo o cara, que está lá fora, eu acho.
Neste momento o policial mais
gordinho adentrou o recinto.
─ Ah! Você já está ai.
Desculpe interromper, mas temos o caso dela é um 12.015, e um 11.340, dentro de
um ônibus que estava vindo para Soot. O individuo vulgo Guilherme Dawson está
na sala de interrogatório, alegando que a jovem aqui presente é a namorada
dele.
─ Não, não mesmo em hipótese
alguma. Estava vindo para Soot sozinha.
─ Mas mesmo que fosse, ônibus
de viagem, onde tem outras pessoas não é lugar para ter relações ou bater em
uma mulher. Mande um pedido de prisão agora para ele. – Ordenou à delegada se
levantando. Como já está ficando um pouco tarde, pede para o quem te trouxe
menina? E qual é o seu nome mesmo?
─ Foi o Rodrigues, meu nome é
Giovanna Decker. – Me levantei e sai da sala junto com a delegada Silmara.
─ O Rodrigues, faz favor. Leva
à senhorita Decker para o seu destino e depois amanhã umas 15h. Tá bom 15h? –
Indagou pra mim, fiz que sim com a cabeça. ─ Então às 15h Rodrigues, 15h em
ponto, eu quero ela aqui, ouviu bem? Agora vai. E não se preocupe Giovanna
cuidaremos do seu caso. – e deixou o recinto onde estávamos.
─ Então mocinha, onde é a sua
casa aqui em Soot City? – já dentro da viatura.
─ É na Rua Figueiredo Sanchez,
número 169. – passe o endereço da casa da minha tia.
─ Quem mora lá? – indagou
enquanto manobrava o carro.
─ Minha tia que está doente,
está indo para cuidar dela.
─ Ah! Entendi.
Então até chegar à casa da
minha tia fomos o caminho inteiro em silêncio.
“Carro, 356, carro 356, um
Charlie quatro na Rua Sônia Reveres, número 545. Ir imediatamente para o Local”
– o radinho comunicou.
─ DP, estou conduzindo uma
vítima para a casa dela, peça para outra viatura verificar a ocorrência. –
Rodriguez pegou o mesmo radinho e passou a informação.
“Não, o único carro mais próximo
é o seu e do Tenente Galeies. Quero vocês dois lá imediatamente.”
─ Okay, estou me deslocando
para lá. – terminou e colou o radinho no gancho. ─ Okay é uma ocorrência
rápida. Depois eu levo você para casa. Okay?
─ Tudo bem, você só está
fazendo seu serviço.
Então o policial se deslocou
para o local dito pela a mulher do DP. Senti-me no programa Policia 24h.
Chegando ao local, estava
àquela gritaria, um acusando o outro. Parecia briga de vizinhos.
Mas a situação parecia está
resolvida. Quem estava brigando era uma mulher com um vestido curtíssimo e um
cara de barba malfeita, um pouco gordinho. Ele gritava coisas do tipo que ela
era uma prostituta barata e ela alegava que ele não pagou o que devia. Mas
enfim... A policial conduziu o
mesmo algemado para o camburão. E colocou a mulher de poucas vestimentas na
parte da frente do carro.
Já que Rodrigues
falou que tinha que me levar. Assim foi feito. Cheguei à casa de minha tia,
agradeci a ajuda do policial e bati na porta, um enfermeiro que estava cuidando
da minha tia abriu a porta, falei que era a sobrinha de Grizelda, ele me deu
espaço para entrar. E finalmente na casa da minha tia. Um pouco transtornada
pelo o havia passado, mas sã e salva no lar de alguém que sempre me acolheu.
0 comentários:
Postar um comentário