Capítulo 2
Ufa!
Cheguei.
Cumprimentei
o enfermeiro, que me guiou até o quarto de minha tia.
─ Então,
você deve dá esse remédio aqui, o Tarceva é pra tomar em 12h em 12h. Ela tá
quase no fim da vida, mas ainda tem que tomar ele. Eu já dei três colheradas
para ela isso foi às 20h, ou seja, próxima dose 8h da manhã. – Explicou-me
assim que entramos no quarto.
─ Ah!
Entendi, obrigada por cuidar dela. – estendi a mão em cumprimento.
─ Tudo
bem, é o meu trabalho, boa sorte já vou indo. – me cumprimentou e logo após
saiu.
Minha tem
câncer de pulmão, devido ao seu excesso de fumo, minha tia tinha já seus 59
anos, talvez não resistisse até os seus 60. Ela fumava desde seus 16 anos,
quando ficou grávida da minha prima Shane, outra perdida no mundo, não ligava
para a mãe. Acho que virou uma mulher da vida. Mas voltando a minha tia, ela é
uma morena muito linda, tão delicada dormindo, aposentada por seu problema
pulmonar, ganhava um salário mínimo que era o suficiente para comprar remédio e
as coisas para casa, incluindo as contas.
Deixei-a
dormindo e me direcionei para onde sempre ficava nas minhas férias quando
adolescente. Uma nostalgia me bateu assim que entrei no quarto, com detalhes de
boneca no papel de parede, o guarda-roupa rosa com detalhes brancos, a cama
estilo anos 80 de ferro, casinha de boneca no canto, um baú de brinquedos, uma
televisão tubo, prateleiras cheia de ursinhos. Aquele quarto era reservado para
mim, pois era como uma filha para minha tia Grizelda. Shane sempre me odiou por
isso, o quarto dela era todo pixado. E pelo o jeito ninguém passou por aqui
para limpar o quarto que está fedendo a pizza podre.
─ Hum,
amanhã depois da delegacia irei limpara aquele quarto o deixar mais uniforme. -
tapei o nariz assim que passei por lá. ─ E pelo o jeito não mudou nada. – O
quarto ainda continuava pixado. E por ironia vi o meu nome pixado, estava: “Giovanna
Vadia Santa”, inveja definiria ela. Só porque titia dava mais atenção pra mim
do que á ela nas férias ela me odiava, eu ao contrário gostava dela.
Virei-me fechando
a porta atrás de mim e fui até a sala pegar a minha mala para levá-la ao meu
quarto. Desci as escadas, ouvi a campainha, deveria ser o enfermeiro que havia
esquecido algo. Abri e para a minha surpresa era uma garota.
─
Giovanna! – Me abraçou. Correspondia, mas não estava me recordando de quem era
a mesma.
─ Hã! Oi.
– Me desvencilhei dos braços dela.
─ Ai não
acredita que você não está lembrando-se de mim. Sou eu Claire, Claire Haaps. -
Ficou pasma por eu não me recordar dela. Então fez um gesto, colocou as mãos na
frente do rosto, e como no filme “As Panteras- detonando” fez um coelhinho.
─ Yaaah!
– parou na minha frente em forma de luta. Foi ai que eu me lembrei, era a
Claire minha amiga, sim nós amávamos esperas ainda amaram “As panteras” ou
qualquer coisa relacionada á espiões, crianças e seus sonhos...
─ Ninja
rosa, cara se mudou. Talvez esteja mais alta, com as bochechas mais gordinhas.
– apertei a mesma.
─ Ai para
ninja roxa. – deu risada. – E você que de bonitinha virou essa gatona! – A
abracei novamente.
─ Cara,
faz quanto tempo? – enfiou sua pequena cabeça sobre meu ombro. ─ Cinco anos?
Fala como foi de viagem. Boa?– Disse entrando e sentando no sofá.
Claire já
era de casa, foi ela que me ligou pedindo para que eu fosse cuidar de minha
tia.
─ Nossa,
foi horrível. Você acredita que tinha um tarado do meu lado e tentou-me
estrupa. – sentei-me ao lado no grande sofá bege de minha tia.
─ Meu
deus! Agora que eu notei que seu olho tá meio roxeado aqui. – apontou para o
local, logo abaixo dos meus olhos castanhos. ─ Ele te bateu muito? Como foi?
Meu deus você já foi à delegacia? – fez seu book de perguntas.
─ Só me
deu uma tapa na cara e um soco. Foi algo muito rápido num momento ela estava me
agarrando e me jogando no chão como se eu fosse um lixo, tentava tirar minhas
roupas, eu estava gritando por ajuda ai ele me bateu. E sim já fui amanhã irei
retornar lá pra dar mais esclarecimentos. – expliquei.
─ Meu
Deus! Que sufoco amiga. ─ neste momento estava morrendo de fome, e minha
barriga roncou alto o bastante para a Claire ouvir. ─ Você não jantou né? Vem,
vamos lá à minha casa comer algo, acho que ainda tem pizza. – Já me puxando
pelo o braço.
─ De quê?
– indaguei quando fechei a porta.
─
Mozzarella, qual mais nós comemos barra somos loucas? – Fez uma cara de óbvio
enquanto atravessávamos a rua.
A casa
dela nunca tinha mudado um sobrado branco de dois andares, com piscina aos
fundos, ela morava sozinha com a sua irmã a Lizza, outra rebelde. Mas isso é
coisa de adolescente... Enfim entramos na casa dela e fomos direto á cozinha.
─ Aqui,
um pedaço pra você um pedaço pra mim. – Distribui os pedaços.
Neste
momento um rock estava soando pela a cozinha, mas o som vinha do andar de cima.
─ Ai é a
Lizza, espera vou ir falar para ela abaixar. – Revirou os olhos saindo da
cozinha, ela parecia um pouco brava com essa situação. Apesar de que eu não
ligo muito para isso, não me importo nem um pouco com isso. Talvez ela achasse
que iria atrapalhar nossa conversa.
─ Okay. –
Dei uma mordida no meu pedaço de pizza.
Lizza
Narrando.
─ Isso, a
Claire foi à casa da Grizelda barra velha. – Comentou com Ricardo, seu
namorado.
─ Mas
será que ela vai demorar lá, E dará tempo de nós fazermos nossa brincadeira? –
Ricardo indagou um tanto preocupado, entrando em casa.
─ Relaxa
gato! Vamos para o meu quarto onde tudo pode acontecer! – dei risada.
Ricardo
me seguia. Assim que chegamos ao meu quarto, só fechei a porta.
E
começamos a nos beijar um beijo quente, cheio de desejos. Nossas línguas se
enroscavam uma na outra, numa química perfeita. Ele apressadinho como sempre,
já foi tirando sua jaqueta de motoqueiro estilosa. Mostrando que estavam com
uma regata branca colada ao corpo, definindo bem os seus músculos. Mordiscava
de vez em quando seus lábios carnudos e vermelhos. A nossa cor. Nossa
respiração estava um pouco ofegante foi quando ele me empurrou para cima da
minha cama de casal.
─ Baby,
vou lhe mostrar o que se faz numa cama dessas. ─ Finalmente tirou sua blusa,
aquele corpo, nem o Brad Pitt chegava aos pés. Nem mesmo o Taylor Launter o
lobinho do crepúsculo.
Meus
olhos faiscaram ao ver o corpo deslumbrante. E com todo um charme venho até a
mim mordendo seus lábios inferiores.
─ Vem meu
gato! – disse lhe chamando com o dedinho.
Com
voracidade tirou a minha blusa xadrez, e mais uma vez me beijou e foi descendo
passando sua língua pelo meu pescoço, chegando aos meus seios. Passei a mão
procurando pelo o controle do som e liguei num rock bem alto, para que ninguém
ouvisse meus gemidos. Quando ele estava prestes a tirar meu sutiã, quem
aparece? Minha irmã, ela sempre estragava tudo! Que ódio.
─ Lizza
abaixa esse so... Mas que pouca vergonha é essa? – Entrou direto no meu quarto
vendo eu e o Ricardo em cima de mim, que rapidamente foi para o meu lado. Ela
desligou o meu som.
─ A mãe
não te deu educação não é? Sabe acho que é bom bater na porta antes de entrar
em qualquer recinto! – ironizei.
─ Calada
garota, você acha que aqui virou o que Bordel, para você trazer seus machos
aqui? – Cruzou os braços.
Ricardo
se pôs a vestir a roupa.
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