Boa viagem (au)!
Mas quem diria eu sair daquela minúscula cidade e ir
para onde eu nem sei como é. Tá que já havia visto várias fotos, mas nada que
dê para falar, “eu conheço esse lugar”.
Vagarosamente o ônibus passava pelos longos e grandiosos pastos das fazendas,
eu olhava freneticamente em meu celular para verificar que horas era. Perto de
meio dia, paramos em um restaurante para almoçarmos.
“30 minutos de
almoço” – Anunciou o motorista descendo.
Olhei discretamente para a pessoa que estava do meu
lado, um homem que aparentava ter uns 26 anos, trajando uma blusa dos ramones,
uma calça jeans surrada e um all-star, ele estava todo jogado na poltrona
dormindo, e presumo que ele não ouvira o que o motorista tinha falado, pois não
se moveu do lugar. Como estava do lado da janela, tive que acordar o coitado.
─ Moço, pode me dá licença? – o cutuquei de leve para
ver se acordava.
Mas quem disse que a pessoa despertou? Então o
balancei. Um pouco sobressaltado, acordou.
─ O que você disse? – me olhou de cima a baixo, até
parece que estava com uma melancia na cabeça. Espere ele está olhando para os
meios seios. Cruzei os braços da forma que ele não reparasse muito neles.
─ Licença, eu disse licença, afinal de contas quero ir
almoçar. – sou simpática, mas odeio quando olham para as partes de meu corpo.
─ Oh, desculpa ai gata. – saiu
da poltrona me dando caminho livre. ─ Vamos eu lhe acompanho. – sorriu
maliciosamente.
─ Não se preocupe com isso sei
me cuidar sozinha, só queria um pequeno espaço para eu passar, mas obrigada por
oferecer a companhia. – sorri ironicamente.
Que paspalho, achando mesmo
que iria me ceder tão facilmente, ele até que é bonitinho, ou seja, um feio
arrumado, gostei do cabelo dele um tanto quanto bagunçado. Mas enfim, ainda
senti o olhar dele olhando para as minhas nádegas, insolente, revirei os olhos
descendo do ônibus.
“Middles Restaurant” o letreiro em vermelho anunciava o lugar, que
não é grande coisa, mas o cheiro da comida estava bom. O restaurante até que eram
bem bonitas, as paredes nos tons de bege e azul, dava um charme, vidraças
redondas e grandes. Sem mais delongas entrei no estabelecimento. “tinini” era o sininho que estava na
porta para avisar que alguém adentrava o lugar.
Olhei diretamente para o
self-service, para ver as comidas talvez deliciosas me esperando. Fui para a
fila que se formava para pegar a comida, o restaurante não estava tão cheio,
enfim me servi de um pouco de arroz e feijão, salada, batata frita e dois
pedaços de carne, passei no freezer e peguei um Fanta laranja – meu
refrigerante predileto -, e me direcionei para a pesagem de alimento. 15,00 R$.
Sentei-me perto da janela
sozinha, mas não por muito tempo aquele rapaz que está sentado ao meu lado no
ônibus vem me importunar novamente. Tratei de subir minha blusa a fim de tapar
meus seios.
O tal atrevido sentou-se.
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Gostaram, comentem que eu postarei mais *--*
Essa é a primeira parte do Capítulo I
Comentem por favor.
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